domingo, 15 de maio de 2011

Saudade

"Saudade é um pouco como fome. Só passa quando se come a presença. Mas às vezes a saudade é tão profunda que a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda. Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."
Clarice Lispector

Amor Próprio

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, o meu sofrimento emocional, não passam de um sinal de que estou a viver contra a minha própria verdade.
Hoje sei o que isso é, chama-se
AUTENTICIDADE

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar impor os meus desejos a alguém, mesmo sabendo que não é o momento, nem a pessoa está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei o que isso é, chama-se
RESPEITO

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje sei o que isso é, chama-se
AMADURECIMENTO

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exacto e que tudo acontecia correctamente.
E Então, pude relaxar.
Hoje sei o que isso é, chama-se
AUTO-ESTIMA

Quando me amei de verdade, deixei de me roubar o meu tempo e deixei de fazer projectos grandiosos para o futuro.
Hoje só faço aquilo que me dá prazer e me faz feliz, e que amo e faz rir o meu coração, da minha própria maneira e com o meu ritmo.
Hoje sei o que isso é, chama-se
SINCERIDADE

Quando me amei de verdade, livrei-me de tudo o que não era saudável para mim. Refeições, pessoas, coisas, situações e sobretudo, de tudo o que me pusesse constantemente para baixo, me afastasse de mim. Comecei por chamar esta atitude de “egoísmo saudável”.
Hoje sei o que isso é, chama-se
AMOR-PRÓPRIO

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri que isso se chama
HUMILDADE

Quando eu me amei de verdade, desisti de continuar a reviver o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, mantenho-me no presente, que é onde TUDO acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez e chamo a isso
PLENITUDE



In: O Segredo do Amor - Ruediger Schache